União das Freguesias de Malagueira e Horta das Figueiras

Canto de Janeiras com balanço positivo

Após o sucesso do Canto de Janeiras que decorreu por todas as freguesias urbanas de Évora no passado Dia de Reis (6 de janeiro), decidiram as Uniões das Freguesias de Évora (Centro Histórico), Malagueira e Horta das Figueiras e Bacelo e Senhora da Saúde, bem como a Câmara Municipal de Évora, organizar um debate onde fosse possível fazer o balanço daquela iniciativa com todos os grupos que participaram, estendendo ainda o convite a todos os grupos que o desejem fazer na edição do próximo ano.

No dia 27 de janeiro, o Grupo Desportivo e Cultural do Bairro de Santo António recebeu mais de uma centena de pessoas em representação dos treze grupos participantes no Canto de Janeiras, e também de outros grupos interessados em participar na edição do ano que vem, para fazer um balanço daquela iniciativa e refletir sobre edições futuras.

No debate registaram-se bastantes intervenções de elementos dos grupos envolvidos apontando, na sua generalidade, para um balanço muito positivo do Canto de Janeiras. A ambição de ter ainda mais grupos envolvidos nas próximas edições foi consensual, bem como o compromisso de voltarem a estar presentes na próxima edição.

Na verdade, o papel do movimento associativo revelou-se indispensável para a organização do Canto de Janeiras, revelando ter todas as condições para crescer ainda mais e também para desafiar moradores para que se que criem grupos informais que venham, futuramente, a cantar as janeiras. Vários elementos dos grupos representados expressaram também a sua disponibilidade para mais iniciativas, lançando esse desafio às autarquias organizadoras.

O Canto de Janeiras consubstancia a capacidade de se fazer algo com raízes tradicionais sólidas num formato agregador de grupos e do movimento associativo e que, nas palavras dos presentes “tem vindo a melhorar de ano para ano”. Também a integração dos vários tipos de espaços do concelho foi valorizada como um factor que deve ser enaltecido, considerando as atuações das zonas rurais aos bairros, passando pelas ruas e praças do Centro Histórico. Neste sentido, várias intervenções apontaram para o facto dos vários grupos musicais nunca terem participado numa ação de tamanha dimensão.

Também as capacidades de inovação e criação por parte dos grupos foram valorizadas, uma vez que alguns dos grupos, mesmo que mais antigos, nunca haviam cantado as janeiras até à data da criação daquela iniciativa que afirma Évora, cada vez mais, como cidade de cultura e que teve poder para marcar a agenda informativa nacional. Por fim, foi enfatizada a disponibilidade em aprofundar os conhecimentos face aos aspetos culturais e históricos que estão na origem do cantos das janeiras mas também em relação aos saberes locais, formas de cantar e até à criação de uma brochura que documente informação vária sobre cada grupo, a sua história e o seu repertório.

O encontro, que teve o apoio do Grupo Desportivo e Cultural do Bairro de Santo António e da ARISA (Associação de Reformados e Idosos de Santo António) que, terminado o debate, se encarregou de servir um excelente calducho alentejano.

 

Pensar as Janeiras

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